Notícia

Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ

Publicado em Quarta, 24 de Junho de 2015
Compartilhe: Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ

Assessores de comunicação defendem aproximação com magistrados e pedem assento em comitê do CNJ

A entidade que reúne os assessores de comunicação dos órgãos ligados ao Sistema de Justiça divulgou, nesta terça-feira (23), carta na qual defende maior autonomia para as assessorias e, ao mesmo tempo, uma atuação mais integrada ao dia a dia de magistrados e operadores do direito. A principal reivindicação, no entanto, é um assento permanente para o grupo no comitê consultivo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por definir parâmetros e procedimentos gerais para as assessorias.
Leia a íntegra no endereço:
http://fncj.org.br/2015/06/carta-de-belo-horizonte/

“Não entendemos essa ausência, já que somos a única entidade que representa os assessores, mas queremos colaborar e avançar com o Comitê. Há muito trabalho a fazer”, afirma o jornalista e presidente do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça, Vanderlei Ricken.

Intitulado Carta de Belo Horizonte, O documento é o resultado de dois dias de debates que aconteceram na semana passada, em Belo Horizonte, no Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação da Justiça (Conbrascom), como 200 assessores de todo o país. A carta também sugere modificações na resolução do CNJ que estabelece as diretrizes para o setor, propondo a fixação de quadro mínimo para as equipes de comunicação, garantia de dotação orçamentária própria e organização de concursos públicos.

Aproximação

Outro tema que permeou o congresso e também foi incluído no documento é a necessidade de aproximação entre os profissionais de comunicação e os magistrados, defensores e promotores.

Na carta, os assessores sugerem que as escolas judiciais de todo o país desenvolvam atividades permanentes na área da comunicação, e reivindicam apoio institucional dos órgãos e entidades de classe à presença dos magistrados em eventos como o Conbrascom.

“Muitos juízes e assessores ainda não entendem como um jornalista transforma uma sentença em uma notícia”, aponta o juiz do trabalho José Lucio Munhoz, que participou do encontro representando a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina. “A compreensão mútua entre esses profissionais é fundamental para que o Judiciário consiga falar de forma clara com a sociedade”, avalia.

Porta-voz

Para o desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Marcelo Navarro Dantas, um dos palestrantes do encontro, a legislação estimula os juízes a permanecerem numa “zona de conforto”, reforçando o mito de que o Judiciário é uma “caixa-preta” de informações.

“A lei, no entanto, não impede o magistrado de prestar esclarecimentos”, ressalva Navarro, destacando que a omissão dos magistrados faz com que muitas ações do Judiciário sejam atribuídas a outros poderes. "O juiz determina a prisão, mas o noticiário mostra uma ação da Polícia Federal", exemplifica.

Formado em Jornalismo, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Túlio de Oliveira Martins, relatou aos assessores a sua experiência como porta-voz informal do tribunal gaúcho. Segundo ele, a experiência está convencendo os membros do colegiado sobre a importância de falar com a imprensa, além de minimizar vícios como o oficialismo e a autorreferência.

“É difícil convencer um magistrado de que a medalha que ele ganhou não é notícia”, brinca Martins. “A assessoria também precisa mostrar que, se ninguém fala, há um grande risco de que informações erradas sejam publicadas”, completa.

Prêmio

Em sua 11ª edição, o Conbrascom contou com workshops e palestras de diversos especialistas, como a analista política Tereza Cruvinel, e também premiou os projetos mais inovadores desenvolvidos pelas assessorias do Sistema de Justiça de todo o país. O próximo congresso será realizado em junho de 2016, na cidade de Belém (PA).

Link copiado!

Deixe um comentário

Faça login para poder comentar.

Parceiros

Realização

Organização

Patrocínio

Apoio

Redes Sociais
Política de privacidade e Termos de Uso Todos os direitos reservados. São Paulo/SP